quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Post -esia 6

ainda que convirjamos os olhares
nunca seremos a mesma terra
ou o mesmo mar
nossa pele tras ánsias distintas 
puras porém desiguais.


é no frio dessa solidão
que verbo desabrocha a sombra
que  insiste  (sempre)
em nos criar 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Post-esia 5

tecemos pequenas tristezas
nessa manhã

mas o sol tras a recompesa
para estas nuvens

e para nossa pele
que ainda tarda de despertar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Post-esia 4

Para ondjaki

fui para luanda
decifrar a cor
de meu sangue
libertar o paladar dos joelhos
e converter o tempo
em novos cabelos

descobri foi o sol
e seus adventos
a força da terra
a cor da vida
e o que valia a pena

a poesia vale a pena
:
o juramento das palavras em pleno cio

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Post-esia 3

há um principio de despedida
nas pegadas que a terra acolhe

a terra e os pés
têm a cumplicidade
que o tempo permiti


tem a história da humanidade
calcinada nos contornos
do seu ventre


a terra acolhe o homem
proporcionando-o
novas vestes
para o itinerário
que se principia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

Post-esia 1

pequenas fronterias
:
são nestas palavras
que acolhemos os homens

e envergamos todas as fronteiras
até
nos tocarmos

preenchemos vazios
para alegrar o oco
de nossas pálpebras
e debruçar nos cantos
talvez
o vão destas solidões